quarta-feira, 28 de março de 2012

 E ouvi uma voz que dizia : “Relaxa, saudade não mata. Se matasse eu já estaria morto.” Mas zé, é saudade demais, saudade de tudo. E sabe o que dói zé ? Saber que para a saudade não existe remédio. Saudade é dor escondida atras de lembranças. Saudade é aquilo que te lembra todos os dias que nada volta a ser como era antes, e isso dói zé. Na verdade eu não tenho saudade de muita coisa, eu só tenho saudade de quem eu era. Eu era feliz. Eu fui feliz. Hoje não sou mais. Quer dizer, nem feliz, nem triste, estou normal. E é assim que eu vou vivendo. Talvez seja até melhor porque tristeza demais destrói, e felicidade demais ilude. Talvez seja melhor continuar assim, pura desses sentimentos tão humanos. Vou me fechar por um tempo, esconder a saudade, a dor e me fechar para o amorQuero ser livre.Sem tristezas, sem mágoas, sem lágrimas e sem amor, porque o amor trás todos esses outros sentimentos de novo. Talvez, eu precise é de um tempo para mim. Só para mim. Sozinha, com meus sentimentos deitada na rede da varanda. Talvez assim as coisas voltem ao normal e os sentimentos saiam de mim de uma vez. Não quero mais eles aqui, eles me maltratam. E eu já fiquei tempo demais sofrendo zé, agora eu quero ser feliz
Transitava em diárias repetições de seu nome, bebedeiras em minhas próprias lágrimas e inconvenientes lembranças que não paravam de chegar. Porém, não lembrava de você um minuto se quer, porque pra isso eu teria que te esquecer e te esquecer era a única coisa que eu não conseguia fazer.
Só quero que você saiba que pode. Pode me ligar às 4h28 da madrugada ou às 7h12 da manhã pra me falar dos seus problemas, pode reclamar que a minha blusa tá curta demais ou grande demais, pode falar mal do meu cabelo que tá sempre rebelde, pode chorar no meu ombro mesmo que nem saiba por quê. Você pode, sempre. Pode bater na minha porta 3h da tarde só porque você sabe que a essa hora eu tô dormindo, pode interromper meu almoço, meu dever de casa, meu sorriso. Você pode ficar duas horas seguidas falando no meu ouvido o quanto eu sou chata e infantil e irritante e o quanto você não sabe por que não enjoou de mim ainda. Pode morder meu braço, beijar minha testa, bater na minha bunda. Pode fazer chantagem emocional comigo, ameaçar me largar só porque eu não quero fazer um capricho seu. Pode me deixar desesperada por causa disso, mesmo sabendo que você não vai me largar. Você pode me deixar uma ou duas noites sem dormir por medo de te perder, me fazer perder a cabeça por ciúmes, pode me fazer pensar duas vezes antes de brigar com você. Pode desligar o telefone sem dizer que me ama por birra, e depois que eu estiver chorando mandar uma mensagem bonitinha. Você pode me enlouquecer sem ao menos perceber e, ainda assim, eu vou continuar te amando cada dia mais.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

E quando você não está, eu procuro você nos mínimos detalhes, na música, nos filmes; me apego a qualquer coisa clichê que me lembre o amor, esse sentimento repetitivo e dilacerador que não atinge só a mim, mas a todos. Fico me perguntando o “porque” de você não estar aqui, porquê não te tenho aqui comigo (…) É um sentimento que me toma por inteiro, que me manipula, me aquece por dentro. É necessidade de viver por todos esses clichês com você. Porque não te tenho? Fico me perguntando; porque é tão difícil viver uma felicidade? Mas sempre me dizem que a vida é assim mesmo, você tem que lutar pelo o que você quer conquistar; estou fazendo isso, estou lutando por você; lutando até contra mim mesmo pra te ter… te amar.
Seu olhar então ia novamente de encontro ao meu, e por um acaso da vida o meu iria ironicamente à mesma direção. Eu sempre soube que você ainda não me esquecera. Mas o orgulho sempre falou mais alto que nós, não é mesmo? E quando eu olho para trás eu vejo a grande merda em que nós nos tornamos. Eu chego a me envergonhar de tanta dor que nos causamos. Tu sabes bem cada defeito e cada medo meu você de longe é o pior inimigo que eu já poderia ter, e eu… Bem eu conheço todos os seus anseios. Sei como te machucar bem devagar, mas tu também sabes como me torturar em segundos. Juntos nós somos tudo. Separados somos uma arma pronto para ferimos a nós mesmo. E horrível o que podemos fazer em frações de segundos, mesmo se ficarmos parados sem falar nada. Afinal o teu silêncio sempre me falou mais do que qualquer palavra já dita por ti. Eu ainda custo a entender o porquê do nós estamos tão distante quando ainda queima por dentro a chama do nosso amor. Eu venho procurando uma saída desse beco onde me meti, eu preciso te encontrar. Você ainda é a solução de todos os meus problemas, mesmo que eu venha a negar. Mas não se preocupe, vai dar tudo certo. Eu vou ficar bem. Eu sei que vai voltar, afinal, tu sempre volta não é? Sempre será você a engolir teu orgulho. Eu te amo, mas, não vou correr atrás de ti. Você sabe como eu sou e sabe bem que não sou dessas, alias, você sempre disse que eu não fui feita para você. Mas o engraçado e que sempre voltas me pedindo perdão. Mas a cada vez que você se vai leva um pedaço de mim e sempre assim você consegue estragar com tudo. Eu ainda não entendo o porquê de meu tolo coração precisa tanto assim de você. Nós somos completamente diferentes. Mas é como dizem: os opostos se atraem. Você me atraiu com seu olhar fascinante e hoje já não vivo sem ele eu preciso de ti e do silêncio da noite. Eu preciso do teu corpo para esquentar minha noite. Amor, você sabe que sempre irá voltar então volte logo, por favor não me faça sofrer ainda mais. Não há dor pior do que a dor da saudade. E já estou farta de esperar. O relógio parece não rodar e já não vejo a hora de te ver entra por aquela mesma porta que saíste.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

E você salvou minha vida. O mundo está lindo. Não tenha medo de mim. Eu só queria que essa 
minha vontade de perdoar o mundo durasse. Hoje eu não odiei o Bradesco, a Vivo, meus pais, o 
IPTU, a mulher que divide a vaga do prédio comigo, o motoqueiro que me manda ir mais para o 
lado, a garota que fala caipira, aquele cara que você sabe quem é. Hoje eu não odiei nada nem 
ninguém. Eu apenas fiquei lembrando a cada segundo que você se desesperou pra encontrar 
meu brinco de coração. Você quis encontrar meu coração pequenininho no escuro. E você 
encontrou.

Só que aí eu acabei mudando, e foi mudança aos poucos, porque até hoje me dou conta de coisas minhas que já não estão mais lá e, quem roubou, eu jamais vou saber. O sorriso mudou e a vontade de sorrir pra qualquer pessoa também, graças a Deus. Foi por sorrir tanto de graça que eu paguei tão caro por todas as coisas que me aconteceram. Às vezes me pego olhando ao meu redor e vendo tanta menina parecida comigo. Tanto sentimento gritando de bocas caladas e escorrendo de peles secas. Tanta coisa acontece com a gente. Tanta gente passa pela gente, mas tão pouca gente realmente fica. E eu sei que, talvez, eu tivesse que ficar triste. Talvez eu tivesse que continuar secando lágrimas, abraçando o vento e rindo no vácuo, mas o fato é que eu não consigo. Eu não consigo mais ser triste só para mostrar que um dia eu fui - ou achei que tivesse sido - feliz. Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queria muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Clarisse morreu, se matou à meia-noite de ontem. Me ligou cinco minutos antes, talvez pra se despedir, talvez pra pedir desculpas, talvez pra tentar se impedir. Eu nunca vou saber… não pude atender.
Os legistas ainda não falaram que foi à meia-noite, mas eu sei. Fascinada como era pela noite, Clarisse queria dizer que não suportaria mais a ideia da chegada de outro dia, e não suportou. Sinto tanta dor que parece que foram os meus pulsos a serem rasgados. O mundo já não me interessa, logo a alcançarei.
Andava com depressão minha menina, ninguém sabia além de mim. Claro que ela tentou dizer aos pais, nas suas olheiras fundas, na sua rebeldia sem aparente causa, e até mesmo com palavras. Como a gente só vê o que quer e o que suporta ver, eles não viram. Uma hora antes da morte conversávamos pela internet, ela me dizia que tinha escolhido viver, que tava querendo ser feliz, e que a culpa era minha. Saiu sem avisar e depois me mandou sms avisando que os pais tinham desligado o computador à força e que tava no meio de uma discussão, disse que mais tarde ligaria.
No velório a mãe, em estado catatônico, me entregou dois bilhetes sem dizer uma palavra. Em um, a letra borrada de sangue de Clarisse dizia: Se até vocês não me amam, por que eu me amaria? E no outro, ainda molhado das lágrimas dela dizia somente: Darling, i’m so sorry. I love you, forever, in hall, in sky, whatever.
A mãe dela me olhou súplice, o que ela disse?
- Pediu pra que não nos culpemos. - respondi controlando as lágrimas.
Era mentira. Claro que era, mas o que eu poderia dizer? Ainda que a culpa me roesse o resto de juízo que tinha, e ainda que eu soubesse da parcela de culpa que as críticas constantes dos pais dela tiveram na depressão dela. De que valeria essa culpa? De que valeria o meu ódio se não traria ela de volta? Eu não consegui salvar-la e isso era tudo.
As rosas do caixão empalideciam e víamos assombrados sua beleza definhar em face da de Clarisse. Eu sorria triste, o bilhete apertado na minha mão, à meia noite nos encontraríamos. In sky, in hell, whatever.
Seu fiel copo em uma mão, um cigarro na outra, musica deprimente bem alta martelando em sua cabeça que já dói de tanto chorar, as lágrimas já se tornam até mais difíceis de sair, as coisas começam a ficar sem sentido, deve ser efeito dabebida, quem sabe. Assim têm sido as noites daquela menina frágil que acorda todas as manhãs com um sorriso aberto em seu rosto.
Nunca soube fingir, mas a maioria das vezes eu queria a felicidade, onde não existia. Risos onde lágrimas queriam cair. Esse foi meu erro, querer maquinar meus sentimentos. Submetê-los quando deveria expressar. Preciso de vários dedos para contar quantas vezes já fugi do amor. Para contar quantas vezes neguei-o. Hoje em dia o conceito do amor é apenas sinta-o. Se for ruim, aprenderá o significado da dor. Se for bom, nunca se arrependerá de ter o deixado ele entrar. Tente.
E então, deixei de ser causas e me tornei consequências. Aos montes. Embaraçadas como fios de cabelo pela manhã. Mas não eram todas ruins. Algumas tinham cor, muitas tinham cinza. Mas as vezes se tropeçava em um pinguinho de vermelho-de-amor, que de tão vermelho, quase se tornava vinho. Porém, eu esbarrava neles e me embriagava. Sou assim, pouco sóbria quando se trata de sentir demais. Minha mente não descansa, e o coração ao invés de bater, apanha. Mas a gente se cura, a gente se anestesia, e aprende aos poucos a se bastar. Me bastei da dor. Me bastei das ilusões. Me bastei de crises. Fui me bastando, e quando vi só me restavam consequências. E de novo, um pontinho colorido.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Não pensou direito. Sabia que se pensasse demais, perderia o resto de coragem que ainda lhe restava. Sentia-se cada vez mais aliviada a cada tragada ou a cada carreira de pó que inalava. Sentiu tudo rodando, e só então viu a loucura que havia feito. Apenas deitou-se, e esperou o sono chegar. Não sabia se iria ou não acordar no outro dia. Queria apenas dormir, descansar, e fugir do mundo, de si mesma. Fechou os olhos, e logo adormeceu.
Enquanto cai a chuva, a fumaça do cigarro sobe levando com ela cada pedaço de angústia, cada faísca de medo, deixando sentimentos ruins no cinzeiro e um grande alívio na alma. Mas caralho, a chuva começou a me molhar, não de uma forma confortante, de uma forma irritante, terei que apagar o cigarro entrar na lanchonete, agora com essa nova lei, não da pra fumar la dentro, tenho que ficar aguentando todas aquelas pessoas chatas e suas conversas sem nexo. Agora com o cigarro apagado e aquelas conversas chatas ao meu redor, tudo aquilo que o cigarro ainda não tinha levado, começa a vir a tona. Pelo menos tenho duas boas companhias, meu amor e uma bela dose, das duas, prefiro meu amor, que faz de tudo pra me agradar, sem pedir algo em troca, sem causar malefícios, sem danos a saúde. Nossa, como eu amo, ele é assim, todo certinho, não fuma, não bebe, não xinga, totalmente o meu oposto, sou estourada, histérica, fumante e bêbada. Em uma coisa somos parecidos, no amor, eu o amo, ele me ama e isso basta. O resto são só detalhes. A chuva passou, posso voltar para as mesas externas, sentar, acender um cigarro e ficar ali, com eles, relaxando e aproveitando a noite.

Desisto não por falha, falta de vitória, mas por muito me perder. E desisto só pelo fato de desistir e achar isso mais confortável pro meu coração, pois se te vejo através do sonho ou atravessando a rua como quaisquer desconhecidos que somos já me desespero e tento o máximo não desgrudar os olhos dos teus ou do teu corpo teu jeito teu ser teu. E sou assim, aprisionada por alguém que não me quer entre as grades. Na verdade, a cela sempre esteve aberta para a minha própria decisão. Vou embora se quiser, a qualquer momento. Mas estou ciente de que a liberdade nunca será plena se tu não vieres comigo. Então, por assim dizer, fico estático à espera de que alguma hora tu venhas viver ao meu lado ou que simplesmente me mandes embora para não teres que ficar aguentando as farras de um preso por opção. Vez em quando resolvo desistir, ir embora, me mandar. Dura pouco, é verdade, volto cabisbaixo, com algumas cicatrizes novas e tu com aquele olhar de eu-te-avisei. E desisto só por desistir, fazer com que tu se preocupes um pouco mais, sintas a minha falta ou eu a tua. Porque é assim, e eu sou tão tua como a lua é do céu.
Talvez me afastar seja melhor. Talvez seja menos doloroso. Você não precisa se preocupar, eu vou ficar bem, só estou tentando causar menos danos. Será que você sentira minha falta? Talvez sim, talvez não, mas eu preciso de um tempo para pensar, e ver se realmente vale a pena passar pelo que estou passando. […] Desculpa, eu não consegui ser forte. Eu desmoronei.
E existem aquelas pessoas que por mais distantes que estejam, ainda continuam perto. Aquelas que, passe o tempo que passar, serão sempre lembradas por algo que fizeram, falaram, mostraram, pelo que nos fizeram sentir. É isso… As pessoas são lembradas pelos sentimentos que despertaram em nós… E quanto maior o sentimento, maior se torna a pessoa.
“Ei garçonete, faça-me o favor, já sei o que quero, desejo um café e um amor, por favor, creio que será o ideal no momento, espero que o café esteja quente, ou melhor, fervendo, preciso de algo que aqueça minha alma, não zombe de mim. Pedi aos céus por ele, ele sim, meu amado, mas creio que minhas preces não foram atendidas, talvez algumas pessoas estejam precisando mais que a mim, pobre delas só de pensar que existem corações mais feridos que o meu, meu coração se aperta e desacelera. És nova moça, creio que teus sonhos estão florescendo agora, as curiosidades sobre os sentimentos a flor da pele, chega a soar frio e sentir aquele bela sensação de friozinho aconchegante na barriga, eu já fui assim, digamos que eu me exaltei um pouco em procurar respostas para o que se sente em quem não tinha respostas nem sobre quem realmente és. Mas não tenha medo, é imensamente lindo poder amar, desfrutar dos domínios que aquele alguém tem sobre ti, é prazeroso olhar nos olhos de alguém e se sentir em Marte ou Vênus sabe-se alguém como é lá, prefiro o termo “mundo da lua”. Assim que eu podia me sentir, acho que esse codinome é dado ao frenesi que o amor causa. Vá em frente, esteja linda para ele, imagine que aquele amor jamais irá acabar, diga a ele que quer dançar ou observar as estrelas, peça para que ele lhe leve a um encontro – cinemas são espetaculares para lhe fazer sentir em um filme de Hollywood – você vai gostar, e agradeça se ele abrir a porta para ti. Eu errei, não faça como eu. Não peça por um café após inúmeras doses de um uísque barato, não implore por um amor do qual você jogou em um abismo.” 
Exatamente assim. Pesada, sufocada. Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber.
Você passa uma vida inteira alternando momentos de intensa felicidade e extrema tristeza, porque, querendo ou não, teus sentimentos não te pertencem. Todas as sensações, tanto as momentâneas quanto as duradouras, são conduzidas pelas pessoas ao teu redor. Você não passa um dia sequer sozinho. Você precisa de alguém que elogie sua aparência nos dias depressivos, precisa de alguém que te ajude naquilo que tem dificuldade, precisa de alguém para assistir os filmes mais tontos em uma tarde tediosa, precisa de alguém que faça sua comida preferida, alguém que não tenha medo de te dizer umas verdades, alguém que não te aceite, é necessário esse desafio impostos por esse tanto de “alguém”. Dependência. Mas você não está satisfeito ainda. Passa por aquelas fases de querer mostrar independência e auto-controle: ferra com tua vida de todas as maneiras possíveis. Afasta-se todos, porque “você consegue fazer isso ou aquilo sozinho”. Sempre tentando acertar. Sempre fracassando. Na sua rotina, faltava aquelas simples pessoas, antes taxadas como inúteis. Orgulho. Você tropeça mil vezes, sabe que não está fazendo da maneira certa… Mas prefere colocar a culpa no tempo que fechou, no taxista que andou devagar demais, no elevador que quebrou. Precisa de repetidos tombos para notar que você não passa de mais um no mundo que, como todos, está aqui só de passagem. Monotonia. E então você começa a planejar cada segundo do seu dia, achando que é possível fazer um roteiro pra vida. Vira um ciclo vicioso. Até que todos teus planos traçados não fazem mais sentido. Você não se casou antes dos 40, muito menos teve filhos. Vê que tudo na sua vida ficou pela metade: projetos, sonhos, amores. Dúvidas. Onde será que você errou? Medo. Quando se dá conta, já é tarde demais. Teus dias acabaram. Tua vida passou assim, num piscar de olhos. Não aproveitou cada momento, as coisas mais simples e banais do dia a dia, tudo aquilo que é verdadeiro. Deixou tudo ir acontecendo como se a qualquer momento você fosse capaz de mudar teu destino final. Foi deixando o presente sempre para depois… Desespero, não? Ao perceber que estamos no fim de mais um dia e não fizemos nada do que prometemos ou gostaríamos.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

E que você sinta vontade de precisar de mim. Mas não só quando houver necessidade, que você sinta isso mesmo tendo passado um dia inteiro comigo, que não veja e nem sinta as horas passando quando estiver ao meu lado, e que nunca seja o suficiente o tempo que passarmos juntos, que você sempre sinta vontade de mais, mais e mais.
Eu queria que me amasse da mesma forma que te amo, na mesma intensidade, queria que sempre que o meu celular vibrasse fosse uma mensagem sua. Queria que sentisse minha falta e viesse atrás me pedindo pra voltar, queria que deixasse o orgulho de lado, por mim, por nós. Queria que as coisas fossem mais fáceis, não dadas de bandeja, eu só queria que a vida facilitasse um pouco pra nós, queria que as coisas não me atingissem tanto, não com tanta força, queria que a dor amenizasse, que a vontade de você sumisse, mas nada, nada disso acontece, nada disso funciona comigo, na verdade nada dá certo, até as coisas ruins costumam falhar comigo.
Quando nós casarmos eu quero uma cama bem grande e fofa, uma televisão grande pra quando formos assistir filmes juntas debaixo das cobertas, um espelho grande no banheiro pra dividirmos enquanto conversamos sobre qualquer assunto, uma mesa grande pra caber toda a nossa família. Quando nós casarmos eu quero esperar por você impaciente enquanto faço a janta, quero te dar um abraço apertado quando te ver chegar em casa, quero ouvir enquanto comemos que a minha comida é quase tão boa quanto da tua avó. Quando nós casarmos eu quero te fazer carinho enquanto dorme, quero dormir sentindo suas mãos em mim e tua respiração quente no meu pescoço, quero perder o sono no meio da noite e sorrir ao te ver do meu lado, quero te acordar de madrugada e dizer que preciso beber água, mas que tenho medo de escuro só pra você me acompanhar. Quando nós casarmos eu quero brigar contigo e depois resolver na cama, quero rir o mais alto que puder enquanto você me faz cócegas, quero dividir um pote de sorvete contigo, quero discutir quanto as cores das almofadas, quero reclamar todas as quartas-feiras que você não me dá atenção por conta do jogo, quero brigar contigo por conta das toalhas molhadas em cima da cama, e quero te encher de beijos o tempo inteiro enquanto digo repetidas vezes o quanto sou louca por você. 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Meus amigos me adoram. Mas será que eles sabem que se eu estou morrendo de rir agora, mas daqui a pouco vou morrer de chorar? É isso 24 horas. E eu, mais uma vez, olho para o lado morrendo de saudade dessa coisa que eu não sei o que é. (…) A cada semana sem dor que eu pulo, pareço acumular uma vida de dor. Preciso parar, preciso esperar. Mas a solidão dói e eu sigo inventando personagens. Odeio minha fraqueza em me enganar. (…) É tudo pela metade, ao menos a minha fantasia é por inteiro… enquanto dura. No final bruto, seco e silencioso é sempre isso mesmo, eu aqui meio querendo chorar, meio querendo mentir sobre a vida até acreditar. E aí eu deito e penso em coisas bonitinhas. E quando vou ver, já dormi.
… tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista, elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.
De todos os tipos de pessoas que conheci e passaram pela minha vida, eu sempre gostei mais daquelas que sabem nos tocar sem nem precisar encostar um dedo. Das que entram inteiras quando a gente já se acostumou com metades.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mesmo que a gente não fique juntas pra sempre. Mesmo que acabe semana que vem. Nunca destrua o meu carinho por você. Nunca esfrie o calorzinho que aparece dentro de mim quando você liga, sorri ou aparece no olho mágico da minha porta. Mesmo que você apareça na porta de outras mulheres depois de me deixar. Me deixe um dia, se quiser. Mas me deixe te amando. É só o que eu peço.

Mas não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia, ela pára e pede, preciso tanto tanto tanto, cara, eles não me permitiram ser a coisa boa que eu era.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Eu estou apaixonada por você e não tenho como lutar contra isso. Você quebrou todas as barreiras de proteção dentro de mim, e eu não vou lutar para lhe expulsar. Ao seu lado, eu posso ser eu mesma, sem precisar me esconder atrás de uma imagem de rebelde, de fria; com você eu sou livre. Eu não quero lutar contra esse sentimento, simplesmente não posso, não tenho forças para isso. Seu cheiro, sua voz me persegue por onde eu vá, e toda vez que penso em ir embora, volto para você, porque não existe dia se não houver seu sorriso. Eu sou egoísta demais em lhe querer somente para mim, mesmo sabendo que não sou tudo que merece, mas farei de tudo para ser o melhor. Não há uma gota em mim que corra para outra direção que não seja seu oceano, minha db. Eu não sei se isso é amor, mas seja o que for, é forte o suficiente para me tornar apenas sua.
“Parei de me importar com o que os outros vão pensar, preferi parecer a fria do bairro do que a menina do coração despedaçado, ou qualquer coisa parecida. É que as pessoas não entendem que mesmo eu sendo fechada, quieta, fria, isso não significa que sou forte. Porra, eu sou fraca pra caralho. Eu não aguento dar um tchau por ter medo da pessoa não voltar no dia seguinte, porque na maioria das vezes, as pessoas não voltam. Mas nós demoramos pra entender que elas estão ótimas sem a gente, se não elas voltariam, certo? Talvez (…) Sei lá, lembrar delas não mata, eu acho. Só dói, só isso sabe? A gente acaba aprendendo a viver com a dor. Já ouvi pessoas dizendo que não queriam sentir, só que isso é a maior perda de tempo, acredite em mim. Não sentir pode parecer uma boa coisa, mas deixa um certo vazio dentro da gente, sabe? Ao menos dentro de mim deixou, acabei ficando mais vazia do que antes.

Às vezes a gente vai-se fechando dentro da própria cabeça, e tudo começa a parecer muito mais difícil do que realmente é. Eu acho que a gente não deve perder a curiosidade pelas coisas: há muitos lugares para serem vistos, muitas pessoas para serem conhecidas. Tudo isso estimula a gente, clareia a cabeça, refresca. Por que não?
Mandei uma carta para o amor. Nela me escrevi, me entreguei. Todos os meus segredos e mais profundos sentimentos ali eu tive a audacia de rabiscar. Infelizmente não recebi resposta. até hoje aguardo, sentada em meu sofá aconchegante. Prefiro imaginar que o correio perdeu minha carta, do que o simples o fato do abandono. Afinal, uma pitada de ilusão faz parte da receita.
Odeio gente falando de mim a todo tempo. Contando histórias como se soubessem mais da minha vida do que eu. Odeio ter que bancar a boazinha e fingir que não vejo nada do que estão fazendo comigo. Odeio ter que ficar calada, enquanto saem me ofendendo por ai. Odeio ir tirar satisfações e as pessoas se acovardarem. Odeio estar certa, e ser apontada como a errada. Odeio ser dona de acusações de pessoas tão culpadas quanto eu. Odeio não ter o direito de me expressar e de não falar o que eu sinto. Odeio gente sínica que se finge de amigo e te apunhala pelas costas. Odeio gostar de certas pessoas, e elas não me respeitarem nem um pouco. Odeio quando falam uma coisa comigo, e dizem o oposto pra outras pessoas. Odeio tanta gente, tanta coisa, que vou acabar explodindo a qualquer momento.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Encho a cara sozinha aos sábados esperando o telefone tocar, e nunca toca. Sofro horrores mas 

continua tudo bem, sempre inventando histórias com final feliz. Tenho medo de já ter perdido 

muito tempo. Tenho medo que seja cada vez mais difícil. Tenho medo de endurecer, de me 

fechar, de me encarapaçar dentro de uma solidão – escudo. E à noite eu ainda te espero, 

mesmo quando sei que você não virá, só para ter saudade. 

sábado, 21 de janeiro de 2012

Cansei. De estar sempre no mesmo lugar, com as mesmas pessoas e seus jeitos fúteis de ver a vida. Cansei de aceitar tudo que me é imposto, as mesmas regras e valores. De viver esperando o momento certo para abrir a boca, e o coração. Cansei dessas coisas antigas, presas a mim, que me impedem de prosseguir. Cansei da falta de amor, de criatividade, de compaixão. Cansei da mesmice e do desapego difícil. Da distância e da hipocrisia. Cansei do mundo. Cansei de mim. Cansei de você.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Me peguei pensando em você, na gente. Foi estranho, porque eu nunca tinha percebido que faço isso constantemente, por exemplo: se ouço aquela música, lembro de você. E dói. Dor aguda que parece que nunca irá sanar, mas no mesmo instante lembro que “nesse ano novo, eu quero menos lágrimas”. Paro, penso e finalmente percebo que sempre dependeu de mim, esse vício, essa vontade de você. Quando lembro que nunca tive coragem de dizer o quanto eu te amo, penso que todo o medo foi inútil, porque você se tornou a minha vida, mais do que eu mesma. Como se fosse uma necessidade te cuidar. E que não vai mudar se eu não te arrancar daqui. Esse ano, ou eu te tenho para sempre, ou vou te arrancar daqui.
E apesar de rir e fingir que não me importo, eu me importo sim. Tem dias que gostaria de ser diferente, mas isso é impossível. Estou presa ao caráter com qual nasci, e mesmo assim tenho certeza de que não sou má pessoa. Faço o máximo para agradar a todos, mais do que eles suspeitariam num milhão de anos. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

E aí me dei conta de uma coisa: a pessoa que faz surgir um vazio quando vai embora, ainda que seja por minutos, ou até mesmo segundos, é a mesma pessoa que o preenche. E quando isso acontece, é da maneira mais bonita que existe.
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não.
Se o homem realmente gosta, ele vai até o inferno por você. Ele vai sim, e ainda abraça o capeta se for preciso. Sabe por quê? Porque homens são previsíveis, se eles querem eles querem, se não querem, não querem. A raça dos homens não é complexa igual a nós mulheres, que sempre temos dúvidas, que sempre analisamos, pensamos, colocamos mil problemas e tal. Homem é tudo igual. Eu sei é clichê, mas é a mais pura verdade. Quando o cara quer, não tem distância, problemas, família, trabalho, tempo, futebol, estudo, mãe, unha encravada, barba por fazer, celular sem bateria, chuva, temporal, falta de dinheiro que o impeça de estar com você. É simples. É a realidade.
Tenho desistido da ideia de eterna felicidade. Desisti. Os momentos que a gente chama de bons momentos só são chamados assim porque existem também aqueles que queremos esquecer. Bons momentos são bombas de endorfina que amolecem os espinhos que nos insistem em perfurar as partes onde nossa pele é mais fina. E essas partes são muitas, principalmente quando estamos despidos de armadura (sempre?). Tendo isso em mente, faço o que está ao meu alcance para que esses momentos sejam numerosos, visto que eles jamais são duradouros. Endorfina vicia.