Enquanto cai a chuva, a fumaça do cigarro sobe levando com ela cada pedaço de angústia, cada faísca de medo, deixando sentimentos ruins no cinzeiro e um grande alívio na alma. Mas caralho, a chuva começou a me molhar, não de uma forma confortante, de uma forma irritante, terei que apagar o cigarro entrar na lanchonete, agora com essa nova lei, não da pra fumar la dentro, tenho que ficar aguentando todas aquelas pessoas chatas e suas conversas sem nexo. Agora com o cigarro apagado e aquelas conversas chatas ao meu redor, tudo aquilo que o cigarro ainda não tinha levado, começa a vir a tona. Pelo menos tenho duas boas companhias, meu amor e uma bela dose, das duas, prefiro meu amor, que faz de tudo pra me agradar, sem pedir algo em troca, sem causar malefícios, sem danos a saúde. Nossa, como eu amo, ele é assim, todo certinho, não fuma, não bebe, não xinga, totalmente o meu oposto, sou estourada, histérica, fumante e bêbada. Em uma coisa somos parecidos, no amor, eu o amo, ele me ama e isso basta. O resto são só detalhes. A chuva passou, posso voltar para as mesas externas, sentar, acender um cigarro e ficar ali, com eles, relaxando e aproveitando a noite.

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