quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Não choro mais. Na verdade, nem sequer entendo porque digo mais, se não estou certo se alguma vez chorei. Acho que sim, um dia. Quando havia dor. Agora só resta uma coisa seca. Dentro, fora. Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão. Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.
Como Vinícius cantou "é melhor viver do que ser feliz". Porque, pra viver de verdade, a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, doi demaais. Mas passa. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade. Eu não minto. Vai passar.
Pedi pra mãe – me interna, to infeliz pra caralho.
Tequila, café e cigarros exatamente nessa ordem me preenchiam. Aquela velha história do amigo engarrafado me era completamente aplicável, não havia companhia melhor. Porque eu não desejava conversar, pessoas se preocupam demasiadamente e eu não precisava de especulações, conversas enfadonhas e repetir tudo o que estava acontecendo comigo. Não. Eu não quero falar sobre isso. Isso o quê? Se eu tivesse noção do que era. Acontece que esses dias estão tortuosos e eu não desejo levantar-me daqui, a poltrona já adquiriu o formato do meu quadril e a TV me dá o entretenimento necessário para continuar trancafiada aqui. Sossego é o que eu quero. Desde que ele fora embora eu ouço versos que me falam sobre amores arruinados, o coração já não bate, esquecera completamente o tal do Tum-tum-tum. Será que o coração bate assim? Há algum tempo que não sei como ele reage, porque os dias estão vazios. Sabe toda aquela ideologia de que é possível viver sozinho? Pois é. Acreditava nisso piamente porque ele estava ao meu lado, agora que se foi tudo é cinza. E eu chorei um oceano inteiro essa noite. Eu precisava esvaziar. Porra eu preciso ser internada.
Tequila, café e cigarros exatamente nessa ordem me preenchiam. Aquela velha história do amigo engarrafado me era completamente aplicável, não havia companhia melhor. Porque eu não desejava conversar, pessoas se preocupam demasiadamente e eu não precisava de especulações, conversas enfadonhas e repetir tudo o que estava acontecendo comigo. Não. Eu não quero falar sobre isso. Isso o quê? Se eu tivesse noção do que era. Acontece que esses dias estão tortuosos e eu não desejo levantar-me daqui, a poltrona já adquiriu o formato do meu quadril e a TV me dá o entretenimento necessário para continuar trancafiada aqui. Sossego é o que eu quero. Desde que ele fora embora eu ouço versos que me falam sobre amores arruinados, o coração já não bate, esquecera completamente o tal do Tum-tum-tum. Será que o coração bate assim? Há algum tempo que não sei como ele reage, porque os dias estão vazios. Sabe toda aquela ideologia de que é possível viver sozinho? Pois é. Acreditava nisso piamente porque ele estava ao meu lado, agora que se foi tudo é cinza. E eu chorei um oceano inteiro essa noite. Eu precisava esvaziar. Porra eu preciso ser internada.
É, eu confesso que não é exatamente a realidade que eu esperava encontrar. Talvez isso mude. Talvez você entre na minha vida sem tocar a campainha e me sequestre de uma vez. Talvez você pule esses três ou quatro muros que nos separam e segure a minha mão, assim, ofegante, pra nunca mais soltar. Talvez você ainda possa pular no rio e me salvar. Ou talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor. Porque no fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou...e virou utopia".
Se eu chorar, não me faça muitas perguntas, não
precisa nem secar minhas lágrimas. Só me diz
que você continuará comigo pra tudo, que tenho
teu colo e teu carinho. E ainda que te doa me ver
assim, me envolva nos teus braços e diga que
eu posso chorar, mas que você não sairá dali
enquanto eu não sorrir. Porque é isso que nos
importa, não é? O sorriso um do outro. Não é?
precisa nem secar minhas lágrimas. Só me diz
que você continuará comigo pra tudo, que tenho
teu colo e teu carinho. E ainda que te doa me ver
assim, me envolva nos teus braços e diga que
eu posso chorar, mas que você não sairá dali
enquanto eu não sorrir. Porque é isso que nos
importa, não é? O sorriso um do outro. Não é?
domingo, 11 de dezembro de 2011
Chega uma hora em que tudo ao seu redor se silencia, não existe mais um sentido, você está triste e sozinho, não sabe o motivo da tristeza nem da solidão, os seus sonhos só te fazem lembrar, lembranças boas. Está tudo tão frio, chega a queimar, o ar está tão seco, a cabeça está tão vazia, tudo parece retroceder com sorrisos, o toque já não tem mais suavidade, a verdade já não está mais em meus olhos, pelo contrário ela se confunde no medo de olhar, olhar pra frente, olhar ao meu redor e acreditar no que vejo. Palavras agora são o único meio de expressar sentimentos, a maior vontade é de soltar um grito desesperado pedindo por ajuda, por alguma companhia, pra que alguma vontade seja saciada, de forma diferente, a percepção da escuridão acaba ficando cada vez maior, aquela barreira que se criou, fica maior a cada dia, parece que estar mal, e sozinho é só, e o tempo parou. Coisas bonitas já não me fazem a cabeça, a cada passo que dou para a frente parece que todos dão um para trás, está tudo ficando distante, e quando caio pra trás sem ter no que me apoiar, todos estão parados olhando pra mim, eu sei que tenho que me levantar e andar junto a eles, mas a realidade de cada um é tão falsa, estou preso e falando sozinho, vejo uma estrada comprida, vazia.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Ela estava parada sobre a varanda, analisando os 6 metros que haviam abaixo dela. Será que o estrago seria grande o bastante pra sanar toda a dor que o mundo lhe causara em seus 16 anos de vida bem fodidos? Ela queria ter um marlboro, bebidas ou um bom rivotril ali do lado pra melhorar o que andava sentindo, se ajoelhou, ainda pensando no que fazer e olhou as marcas em seus braços, sorriu de modo idiota. Antes defendia quem se cortava por não ter coragem de admitir que o ato era seu maior refugio, depois de um tempo assumiu descaradamente, mandando todo mundo pra puta que o pariu e então caiu em si, aquele ato podia até ser confortável para ela, mas era inútil. Era como cortar o dedo fora pra distrair da dor da picada da abelha. Ela continuou sorrindo enquanto a primeira lagrima rolou e rachou sua máscara. Viver não era uma opção e sim uma obrigação, na fraqueza de estar sozinha ela se atreveu a olhar pro céu e perceber que estrelas não são mais comuns hoje em dia, porém, uma ainda brilhava mesmo que meio apagada. Então se a estrela podia sozinha, porque ela não poderia?
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Pela casa o odor forte que misturava cigarros e álcool. É a solidão. Todos os sonhos estavam trancados dentro de uma gaveta, em um móvel velho no canto da sala. Nenhum sorriso pra enfeitar o rosto. É o cansaço. É a solidão. O peso de todas as escolhas erradas e promessas quebradas sendo levado nas costas. Mais um cigarro. Não que fumar fosse de outrora um hábito, mas não havia mas nada a se perder diante do que já se havia perdido. O coração que agora estava em pedaços, se encontrava espalhado pelo chão. O nó na garganta, borboletas mortas no estômago. É só o fim de mais um amor. Trágico. Triste. No final de uma história cheia de alegrias, afeto, beijos, abraços, carinhos, dedicação recíproca … resta dor, lamentos e solidão. Muita solidão.
“Ela é complexa demais. É uma incógnita, difícil de desvendar. Ela não gosta do escuro, mas não permite que acendam as luzes. Ela pensa demais e fala menos. Ela queria apenas conhecer gente nova, fazer coisa nova […] Ela queria. Ficaram os pedaços dela, restos do que ela era antes. Suas meras palavras, eram tão simples, sem compaixão. Sua brilhante auto-estima, desaparecera. Fria demais. Julgada demais. Tão pequena… Sozinha. Ela não é mais a mesma. Suas próximas horas, seriam de pura dor. Até chegar a resposta para sua mais difícil equação.”
“Queria saber onde estão aquelas pessoas de verdade, que a gente não compra mas também não vive sem. Aquele amigo que mudou para o outro lado do mundo mas você não pensa duas vezes antes de pegar o carro, o ônibus ou o avião e fazer uma visita. Só olhar para ele, sentar ao lado, ouvir a voz, faz tudo ficar mais feliz. Algumas pessoas simplesmente valem a pena. Queria saber onde é que está aquele tipo de namorado que você não veste para se exibir mas despe para provar só pra si mesmo o quanto é feliz. Que você não desfila ao lado, mas leva dentro do peito. Que você não compra, consome, negocia ou contrabandeia. Mas se surpreende quando ganha de presente da vida. Aquele tipo que você não usa para ser alguém e justamente por isso acaba sendo uma pessoa muito melhor. Não culpo pessoas, lugares e sentimentos que se vendem e muito menos me culpo por viver pra cima e pra baixo com minha sacolinha de degustações frugais. É o nosso mundo moderno cheio de tecnologias e vazio de profundidades. Mas hoje, só por hoje, vou sair de casa sem minha bolsa. Vamos ver se acabo conhecendo alguém impagável.”
“(…) Como você é ridícula, amor platônico é para adolescentes. Lá fora há milhares de possibilidades de felicidade, de felicidades possíveis. De realidade. E você eternamente trancada na porta que o mundo fechou na sua cara. Fazendo questão de questionar e atentar o inexistente. Vá viver um grande amor.”
Porque um te deixa, se sente abandonado pelo mundo inteiro. Porque um vai embora, se sente sozinho no meio de uma multidão. Porque um te faz chorar, acha que todos também farão. Se um mente, passa a acreditar que os que estão a sua volta também estão mentido. Se tiver um motivo pra chorar, só um, vai esquecer todos os outros motivos pra sorrir.
“Deixe. Só deixe tudo levar-se com a ventania de uma tarde, com a maré alta de uma madrugada. Liberta-te. De todos os males e tristezas. De todos os baixos de tua vida. Livra-te de teu aperto no coração. Das mágoas escondidas e de todas as tuas lágrimas presas na garganta. Deixe-se. Deixa tudo de mal, levar-se com o vento. E limpa tua alma de uma vez só.”
“Sei lá. Parece coisa de alma, sabe? Parece que a gente foi feito pra ficar junto. Parece que a gente se conhecia de longa data, quando na verdade nos falamos pela primeira vez na vida. Parece que, independente de estarmos juntas ou não, de um modo ou de outro, sempre estaremos ligadas. É como se a minha alma precisasse ficar junto da tua para se manter forte.”
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
“Porque eu tô ainda muito inseguro de mim mesmo, e não acreditando absolutamente que alguém possa me curtir bem assim como eu sou. Eu não tenho quase experiência dessas transações, me enrolo todo, faço tudo errado — acabo me sentindo confuso. Tudo isso é tão íntimo, e eu já estou tão desacostumado de me contar inteiramente a alguém, tão desacreditando na capacidade de compreensão do outro, sei lá, não é nada disso, sabe? Conviver é difícil — as pessoas são dificeis — viver é difícil.”
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Eu não tenho sangue de barata. Pode não parecer, mas eu tenho um coração e também tenho sentimentos. Eu me sinto triste também. Eu choro, viu? Eu sinto. Sou humanamente frágil. As coisas me magoam fácilmente. Eu sofro como todo mundo. Mas estive pensando e cheguei á seguinte conclusão: As pessoas pensam que eu sou um saco de pancadas, um robô ou algo desse tipo.
E quando palavras não são o suficiente, como se não houvesse nada a ser dito? Um silêncio que está prestes a surgir, uma sensação de sufoco da qual você queira escapar. Talvez um medo surgindo do qual você deve abater, e não deixar que ele tome conta. Um nó na garganta que prende o grito silencioso, que só você pode escutar. E então ela só tem a vontade de correr, e fugir do tal sufoco que nenhuma palavra pode preencher o vazio… Ouve-se passos ecoados em outra sala, em outra direção, mas passos firmes que rastejam freneticamente, se tornando mais alto ao passar dos segundos. O encarando, ela olha perplexa e então vira-se a um baque estrondoso que vinha dos fundos. Parada, fria, pasma, vira-se e foge, sem nenhuma palavra dita.
“Dá vontade de escrever carta, dizendo coisas que as pessoas não dizem mais, porque seriam coisas que só se dizem por carta, não por telefone, e ninguém escreve mais carta, só telefona, e portanto há coisas que não são mais ditas entre as pessoas. Que coisas, não sei ao certo. Que hoje não consigo quase nada, além de pensar vadio. Isso, aquilo: perdoe.”
Clarisse mais uma vez está trancada no banheiro de seu quarto, uma hora sentada. Ela está tentando chorar, mas não consegue. Logo ela que sempre chorou por tudo e pior, por todos. Suas lágrimas secaram, isso deveria ser algo bom, mas Clarisse percebeu que precisava dessas lágrimas correndo em seu rosto para se sentir viva. As coisas só pioram. Clarisse se levantou e decidiu encarar aquele inimigo que a olhava insistentemente de um modo até constrangedor. Se olhou no espelho durante 30 dolorosos segundos, a imagem refletida era tudo que Clarisse sempre temia, alguém morta. Não falo por fora, afinal a pequena sempre soube disfarçar muito bem, estou me referindo ao interior de Clarisse. Pela primeira vez o terrível espelho que tanto torturou a garota, mostrava o que havia por dentro. Logo ela que sempre foi forte, sorridente mas agora não passava de um nada. Clarisse estava perdida e sabia que ninguém se preocuparia em ajudar.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Mas amor, eu te dei meu coração. Era para cuidar como se fosse teu, era para agarrar gentilmente em tuas mãos para não machucar. Mas amor, o que aconteceu? Eu te amo, mas parece tudo tão errado… Tudo tão dolorido e falso. Essas tuas flechas, sejam mentiras, raivas, rancores armazenados dentro de ti, costumam me acertar em cheio, até que o nó se forma e a respiração se esgota. Fácil seria voar, assim como um grão de areia exposto ao vento. Fácil seria ignorar, mas amor, eu me importo demais para isso. Chega a ser errado o quanto eu sinto tua falta, e o quanto eu queria tua presença aqui agora. Deixa eu te abraçar e acabar com estas brigas idiotas e estúpidas que tanto gostamos de viver todos os dias. Deixa eu te mostrar que não tem mais ninguém, nunca teve.
- Eu te amo.
- Mentira.
- Por que não acredita?
- Porque eu vejo que não é verdade.
- E como estás vendo, se não me olhas nos olhos?
- Eu sinto.
- Eu também. Eu te amo.
(silêncio)
Viam o mesmo céu. Respiravam o mesmo ar. Tinham os mesmos amigos. Conviviam diariamente com as mesmas pessoas. Talvez essas fossem as únicas coisas comuns existentes entre eles. Às vezes tinham o mesmo ponto de vista em um determinado assunto. Podiam até rir da mesma piada. Ambos não se conheciam ainda. Talvez fosse amor. Ou talvez não. Não se conheciam para realmente saber a resposta. Ela sempre o observava. Ele, às vezes, percebia. Ela amaria que ele a amasse. Ele adoraria que ela o adorasse. Eles seriam perfeitos juntos, mas, têm medo.
“(…) Ou será que tenho? Não sei, não sinto nada. De tanto que sinto tudo, estou minuciosamente abandonada e apática. Deito no escuro e isso me parece ser o máximo de que sou capaz. Não pensar em absolutamente nada é o limite da inteligência que posso chegar agora.
Nada me afeta, mas tudo sinaliza uma urgência distante. Como quase sofro por não poder nem tocar e nem resolver nada, sofro constante e leve. E isso me parece sem fim. Ainda que o sem fim, nesse caso, não tenho o peso do eterno. Mas apenas porque nada agora tem peso. Estou flutuando de tão leve, mas é embaixo do chão.”
Nada me afeta, mas tudo sinaliza uma urgência distante. Como quase sofro por não poder nem tocar e nem resolver nada, sofro constante e leve. E isso me parece sem fim. Ainda que o sem fim, nesse caso, não tenho o peso do eterno. Mas apenas porque nada agora tem peso. Estou flutuando de tão leve, mas é embaixo do chão.”
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Por que explicar? Ninguem vai entender! ninguem vai entender o que meu coração esta dizendo. Ninguem ira entender o peso de alguns comentários maldosos fazem em mim. Ninguem vai entender que a pressão que a sociedade bota em mim, pode acabar me levando a fazer alguma loucura. Acredite, já pensei nisso, e foram por mil e um motivo. Eu não sou uma garota que chora facil, mas quando chora, chora para desabafar tudo que tem no meu coração. Mas para machucar meu coração é bem facil. Não digo que é facil para um garoto magoar meu coração. Ate por que, isso é dificil. Mas meu coração não é so garotos. É… tudo. é familia, é amigos, é coisas, é conhecidos… Então ele se quebra fácil Ele tenta se recuperar, mas não consegue, se consegue fica com as marcas. Ele é forte, mas não é de ferro. Eu posso estar feliz em um minuto, e no outro estar triste. Eu troco de humor rapidamente por isso. As vezes, tudo que eu preciso é de um abraço de alguem que diga “eu me importo com você. Vai ficar tudo bem”, mas… nada! Ninguem pode ver que é isso que eu preciso. Muitas vezes, quando eu estou totalmente esgotada, quando eu não consigo mais nem soltar um simples sorriso, que seja falso, todos vem e me perguntam “o que aconteceu?” mas não sabem que me perguntar isso me deixa mais mal ainda. Um dia, espero que alguem me entenda.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
E dai se eu mudei? Mudanças são necessárias, mudanças fazem parte. Não vou ser otária, burra, idiota para sempre. Aprendi da pior maneira possível, que é errando que se aprende, foi o que você fez, mas pelo visto não aprendeu. Quando você vai mudar esse seu jeito tão bobo? Se te amo, não te trocaria por nada, e você se me amasse também não. Mas, não foi bem assim, não contigo. Tu mudou, não só você, todos ao teu redor também, e quer saber? Cansei de servir de boba para quem não merece o meu apoio em certas coisas, e também não necessita da minha confiança, não como antes. Aprendi que recomeço, existe apenas em jogos, e saiba que minha vida não é jogo, é realidade.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Vício. De acordo com o dicionário, “hábito repetitivo de praticar certos actos; erro sistemático; mania”, já as pessoas, cada vez que esta palavra soa em seus ouvidos, em cada cabeça forma-se uma imagem diferente. Já na minha, vem você. Parece que nós dois temos vicíos um no outro, mas vícios de modos diferentes. Mas mesmo assim, continuam a ser vícios. No meu caso, você é meu vício que causa a adrenalina, a mesma sensação que se tem quando aproveita de alguma droga, você sente o prazer, sente o alívio, sente a adrenalina correndo pelas as veias, sente a felicidade, o problema, que como tudo que te envolve, é algo momentâneo. Para você sou como quando você traga seu cigarro, você aproveita, você também sente o prazer, você aproveita, sente a nicotina dentro de você, você gosta do que sente, mas quando cansa, junto quando seu cigarro acaba, você o joga no chão, pisa para apagar a brasa que ainda falta, e vai embora. Enquanto eu fico no chão, machucada, com uma fumaça ainda de esperança que as coisas mudem até que você pegue seu próximo cigarro.
É estranho porque aquela sensação de que falta alguma coisa não sai de mim. E tudo continua tão normal. Continuo indo aos mesmos lugares, fazendo as mesmas coisas, dormindo no mesmo horário de sempre. Tenho os mesmos costumes, os mesmos vicios, os mesmos rancores. Está tudo tão igual, mas aqui dentro, algo me corrói lentamente. Algo tão forte que nada do que eu faço ameniza o que eu sinto. É como se faltasse um pedaço pra ficar bem, é como se eu precisasse de uma resposta pra ao menos, seguir em frente. Como se eu precisasse te encontrar no mesmo final de tarde cinzento de sempre, pra ouvir as mesmas histórias de sempre, e te contar as mesmas coisas de sempre. É como se eu precisasse sentir novamente. Pra notar que ‘o de sempre’ ainda permanece vivo em nós.
“A verdade é que, enquanto você estiver assim, nessa interminável agonia, esperando notícias que nunca chegam, vai deixar passar várias possibilidades interessantes ao seu redor. Claro, ninguém se compara a quem você aguarda, mas quem você aguarda não está disponível no momento. Poderá, inclusive, nunca estar, apesar de tudo o que foi dito naquele dia. Pessoas que somem não são confiáveis.”
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
A fase de me importar passou. Não quero saber o que pensam de mim, não vou chorar se não gostarem e nem vou tentar mudar pra não me abandonarem. Eu simplesmente liguei o “foda-se” e chega. Chega de mentiras, de falsidade, dessas brincadeiras perigosas com os meus sentimentos. Parei de ser aquela garotinha medrosa, que fazia qualquer coisa para ser perfeita. As coisas mudaram e se quiser ir ?A porta está aberta, mas não espere encontrá-la assim quando voltar. Aprendi a ter amor próprio e quando eu digo que parei de me importar,nenhuma lágrima minha vai cair por sua causa.
Vivo com essa sensação de abandono, de falta, de pouco, de metade. Mas nada disso é novidade. Antes dele, teve o outro, o outro que continua indo embora para sempre porque nunca foi embora pra sempre. Eu não sei deixar ninguém partir, eu não sei escolher, excluir, deletar. São as pessoas que resolvem me deixar, melhor assim, adoro não ser responsável por absolutamente nada, odeio o peso que uma despedida eterna causa em mim. Nada é eterno, não quero brincar de Deus.
Prometeu-me que passaria, que não tornaria a doer. Disse que a tristeza havia passado, e logo após me abraçou. E como uma tola, envolta em teus aconchegantes braços, acreditei. Mas você me deixou, e junto com o frio da ausencia dos teus braços, veio a dor que antes esteve guardada. Só que três vezes mais forte.
Seria tão bom, sair por aquela porta e conhecer alguém sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante. Alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras, que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse, alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal, que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada. Alguém de quem eu não precisasse.. mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis, que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo. Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito, mas feito pra mim.
sábado, 20 de agosto de 2011
Uma porção de tristeza, e uma boa pitada de raiva, era isso que a controlava.
A única coisa que via era o sarcasmo nas palavras, e isso a machucava, seus ouvidos zuniam, parecia que todos seus pensamentos queriam sair de sua cabeça, mas não encontravam saída. Estava cega e surda. (…) Pedia uma interferência, uma intervenção. Que alguém levantasse e viesse em sua direção, que alguém, qualquer pessoa que fosse, falasse com ela. Mas, mais uma vez Deus mostrou sua inexistência.
Ela chorava. Chorava como se tudo, como se todas as mágoas fossem sair nas lágrimas, como se chorar fosse salvar tua vida.
E com raiva ela ia mais fundo. Sempre havia ido mais fundo.
O sangue escorria. As gotas foram manchando suas calças e formando uma pequena poça no chão. Tentou segurar o sangue com sua outra mão, para que não manchasse o tapete (caso contrario sua mãe saberia o que havia acontecido)… Havia tanto sangue, onde quer que ela passasse deixava um rastro, e onde quer que encostasse deixava marcas. Não importa o quanto limpasse os cortes, eles continuavam a sangrar… Mas não era aquilo que haviam lhe pedido?
Agora ela estava em paz, seus ouvidos não zuniam mais, sua cabeça estava alíviada, seus pensamentos se encontravam no lugar. Mas algo deu errado, pois por dentro ainda dói. (Leaveascars)
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Cabelo malpintado, cara muito maquiada, minissaia, decote fundo. Explícita, nada sutil, puro lugar comum patético. Em pé, de costas para o bar, encostada na porta, ela olhava a rua. Na mão direita tinha um cigarro, na esquerda um copo de cerveja. E chorava, ela chorava. Sem escândalo, sem gemidos nem soluços, a prostituta na frente do bar chorava devagar, de verdade. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar - exposta, imoral, escandalosa - sem se importar que a vissem sofrendo. Eu vi. Ela não me viu. Não via ninguém, acho. Tão voltada para a própria dor que estava, também, meio cega. Via pra dentro: charco, arame farpado, grades. Ninguém parou. Eu, também, não. Não era um espetáculo imperdível, não era uma dor reluzente de néon, não estava enquadrada ou decupada. Era uma dor sujinha como lençol usado por um mês, sem lavar, pobrinha como buraco na sola do sapato. Furo na meia, dente cariado. Dor sem glamour, de gente habitando aquela camada casca grossa da vida. Sem o recurso dessas benditas levezas de cada dia - uma dúzia de rosas, uma música de Caetano, uma caixa de figos. Comecei a emergir. Comparada à dor dela, que ridícula a minha, dor de brasileiro-médio-privilegiado. Fui caminhando mais leve. Mas só quando cheguei à Paulista compreendi um pouco mais. Aquela prostituta chorando, além de eu mesmo, era também o Brasil. Brasil 87: explorado, humilhado, pobre, escroto, vulgar, maltratado, abandonado, sem um tostão, cheio de dívidas, solidão, doença e medo. Cerveja e cigarro na porta do boteco vagabundo: carnaval, futebol. E lágrimas. Quem consola aquela prostituta? Quem me consola? Quem consola você, que me lê agora e talvez sinta coisas semelhantes? Quem consola este país tristíssimo? Vim pra casa humilde. Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui. Não por nobreza: cuidar dele faria com que eu me esquecesse de mim. E fez. Quando gemeu "dói tanto", contei da moça vadia chorando, bebendo e fumando (como num bolero). E quando ele perguntou "porquê?", compreendi ainda mais. Falei: "Porque é daí que nascem as canções". E senti um amor imenso. Por tudo, sem pedir nada de volta. Não-ter pode ser bonito, descobri. Mas pergunto inseguro, assustado: a que será que se destina?
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Me disseram que eu estava apaixonada hoje, e isto me fez pensar. Pensar em todos que já habitaram meu coração, e no que você era diferente. Talvez você seja um pouco menos impossível, um pouco mais meu, um pouco mais a minha cara. Mas eu ainda discordo com essa afirmação, por não querer me apaixonar por você. Por não querer, ficar te querendo a todo momento, para não ter de decepcionar no fim do dia, para não ter que ir embora. Talvez você pudesse ser diferente, mas eu já cansei de pensar deste jeito. Talvez você pudesse ser o certo, mas ao mesmo tempo o errado. É uma questão de que não te quero, já te querendo.
Os detalhes começam a se dispersar, as memórias vão sumindo aos poucos. Não é sua culpa, mas é verdade. Com o tempo, a imagem dele começa a se decompor aos poucos, e tudo o que resta é a saudade. Saudade, e esse enorme vazio no lugar onde ele costumava ficar. Então, qual o problema de olhar uma foto? Afinal, já se passou tanto tempo. É impossível que ele ainda tenha tal efeito sobre ti, e é só uma foto. Mal não há de fazer, não é? Vai lá, menina. A falta já deve estar apertando, eu te entendo. Todo mundo sente falta de algo que não deveria, todo mundo ouve aquela música e pensa em alguém que não deveria nem lembrar o nome. É mais normal do que você pensa, não se sinta sozinha. Quem te garante que ele não faz o mesmo? Me diz, afinal, ele pode estar segurando aquele velho colar. Ele pode estar sentindo o teu perfume nesse momento. E, como você, ele pode preferir não procurar. Porque amar também dói. E vocês já se amaram demais.
E a gente promete nunca mais telefonar para quem nos faz sofrer, mas acaba telefonando, e ela atende, e implica, e a gente some, e ela chama, e a gente volta, e briga, e ama, e sofre, e ama, e ama, e ama, e desama, e termina, e quando parece que cansamos, que não há mais espaço para um novo amor, outro aparece, outro parto, começa tudo de novo, aquele ata-e-desata, o coração da gente sendo puxado para fora.sexta-feira, 29 de julho de 2011
Está tão difícil assim perceber que eu ainda me interesso por você? Que quando eu te vejo meu coração dispara e eu me controlo para não te agarrar ali mesmo? Que o simples fato de ver você com outras meninas desperta em mim os meus instintos mais primários? Que só de imaginar você nos braços dela eu tenho vontade te de sacudir, de gritar mais uma vez meu amor por você, te fazer enxergar que para mim você não é mais uma e sim aquela garota que me conquistou a partir do momento que entrou na minha vida, aquela garota que me ensinou o que é gostar verdadeiramente de alguém e chorar por ela. Não deve ser tão difícil ver isso! Todo mundo já percebeu, só falta você.
Sinto-te presente e ao mesmo tempo tão distante. Quero ser o ar que você respira, quero ter-te todas as manhãs frias e todas as noites quentes. Seu sorriso é como um raio de sol, e quando não o vejo, meu dia parece noite. Me deu vontade de dizer-te que essa minha luz é graças a você e que sem você, eu não brilho mais. Nas minhas palavras eu encontro só você. Você não faz ideia como é não conseguir dormir sem teu beijo de boa noite. Estou cansada de escrever-te versos que nunca teus olhos terão curiosidade de ler. Te conheço o bastante pra saber que você é o suficiente pra mim. Me ligue e diga-me que nada tem sentido sem mim. As vezes me encontro chorando baixinho no meu quarto e lendo as cartas que me escreveste. Você ocupa a maior parte de mim, é como se eu fosse mais você do que eu. Estou cheia de feridas pra sarar e machucados pra cicatrizar, mas o único remédio é você. É seu amor, só isso.
Eu não preciso de um texto com milhões de palavras e adjetivos para dizer que te amo, sem frases clichês, sem mentiras, e sem essas besteiras. Eu acho muito mais fácil do meu jeito, com carinho, com amor, com jeito de quem te ama. Aos poucos sinto que você perde o medo e se entrega, isso me conforta tanto, saber que em pouco tempo já te mostrei como as coisas podem ser melhores, como eu vou te fazer melhor. E se eu disser que amo o seu cabelo, o seu rosto, o seu sorriso, não vou estar mentindo, e os seus olhos então? Ah, os seus olhos, quando decidem me olhar sem desviar, é tão incrível como consegue, e a gente conversa sem nem falar nada, apenas se olhando, talvez nem perceba nos meus, um olhar apaixonado sem explicações, e enquanto você estiver aqui, eu vou ser o seu porto-seguro, sou aquela que você vai poder abraçar em qualquer momento, e quando eu acordo de manhã é tão bobo meu sentimento, eu fico imaginando em baixo dos meus cobertores, será que ela pensou em mim também quando abriu os olhos? Minhas vontades são, te mandar milhões de sms’s e te ligar toda hora, porque parece que cada vez que eu falo com você eu falho na tentativa de mostrar o que eu sinto, não é fácil chegar e falar, não sei como fazer isso, e o que eu mais quero e te fazer sorrir sempre, seja com minhas besteiras ou com coisas lindas que eu possa dizer, sabe que eu acho você linda também? Eu passaria minha noite escrevendo um texto de infinitas linhas e não acabaria de te contar o que eu sinto quando estou com você, só sei que eu te amo, e isso basta…
Sinta seu sangue correndo nas veias. Porque você está prestes a não senti-lo nunca mais. Por mais que você negue, eu sei todos os seus males. Eu enxergo o mal no seu olhar. Todos podem tentar ajudar, mas sabem que de nada adianta. Sua situação não possui mais volta. Você está acabada. Seu corpo está se dilacerando por dentro. E você já sentiu tanta dor no passado, que agora as única coisa que a dor provoca são cócegas sob seu estômago. Seus olhos, eles não tem mais brilho. Só vejo raiva. Só vejo dor. Só vejo algo que nunca imaginei que você seria. Você acabou se perdendo mesmo estando no caminho certo. Eu sinto muito por você. Sinto pelos seus atos. E até sinto muito pela maneira como tudo isso está acabando. É. Não negue. Vai ser pior para você. Porque no fundo você sabe que tudo isso não tem volta. E que está no fim. Você sempre soube que nem todos os finais são felizes. E foi assim que você terminou. Sinto muito. A tragédia está prestes a começar. Ou terminar. Seu coração está pulsando cada vez mais fraco. Eu consigo sentir, digo, não posso mais nem sentir. Seu passado está sendo revivido em sua memória. Seus olhos estão se fechando. Tudo bem. Durma bem menina, sinto muito por ter feito você passar por tudo isso.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Você vê como o mundo dá voltas? Há algum tempo atrás eu era a garota do coração partido, implorando para ter o seu amor de volta nos meus braços. Eu me joguei aos teus pés, me humilhei, só pra te ter outra vez, só pra sentir de novo o calor do seu sorriso. E agora eu não preciso mais disso. Eu cresci e vi que tudo tem limite, até o amor tem um certo ponto onde a gente tem que dizer chega. E pra surpresa maior ainda,agora é você que está nessa situação, agora você é aquele que não sabe onde começa linha que não deve ser traçada. E, para seu desespero, eu farei exatamente o que tu fizeste quando a situação era inversa: nada.
"Vocês irão saber dos detalhes uma da outra tão bem, que vão até estranhar. Irão compreender as manias doidas uma da outra. Irão querer entender o porque de uma agonia ou tristeza repentina. Irão ter pensamentos obscuros, mais uma vai saber como lidar e acalmar a outra. Porque vocês se amam. E o amor de vocês é tão puro, que quem tá presenciando de fora sente. Vocês juntas ofuscam. Vocês brilham. Vocês são incrivelmente feitas uma para a outra, e não vai haver força nenhuma que se atreva a impedir isso."
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