sexta-feira, 14 de outubro de 2011
E quando palavras não são o suficiente, como se não houvesse nada a ser dito? Um silêncio que está prestes a surgir, uma sensação de sufoco da qual você queira escapar. Talvez um medo surgindo do qual você deve abater, e não deixar que ele tome conta. Um nó na garganta que prende o grito silencioso, que só você pode escutar. E então ela só tem a vontade de correr, e fugir do tal sufoco que nenhuma palavra pode preencher o vazio… Ouve-se passos ecoados em outra sala, em outra direção, mas passos firmes que rastejam freneticamente, se tornando mais alto ao passar dos segundos. O encarando, ela olha perplexa e então vira-se a um baque estrondoso que vinha dos fundos. Parada, fria, pasma, vira-se e foge, sem nenhuma palavra dita.
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