Uma porção de tristeza, e uma boa pitada de raiva, era isso que a controlava.
A única coisa que via era o sarcasmo nas palavras, e isso a machucava, seus ouvidos zuniam, parecia que todos seus pensamentos queriam sair de sua cabeça, mas não encontravam saída. Estava cega e surda. (…) Pedia uma interferência, uma intervenção. Que alguém levantasse e viesse em sua direção, que alguém, qualquer pessoa que fosse, falasse com ela. Mas, mais uma vez Deus mostrou sua inexistência.
Ela chorava. Chorava como se tudo, como se todas as mágoas fossem sair nas lágrimas, como se chorar fosse salvar tua vida.
E com raiva ela ia mais fundo. Sempre havia ido mais fundo.
O sangue escorria. As gotas foram manchando suas calças e formando uma pequena poça no chão. Tentou segurar o sangue com sua outra mão, para que não manchasse o tapete (caso contrario sua mãe saberia o que havia acontecido)… Havia tanto sangue, onde quer que ela passasse deixava um rastro, e onde quer que encostasse deixava marcas. Não importa o quanto limpasse os cortes, eles continuavam a sangrar… Mas não era aquilo que haviam lhe pedido?
Agora ela estava em paz, seus ouvidos não zuniam mais, sua cabeça estava alíviada, seus pensamentos se encontravam no lugar. Mas algo deu errado, pois por dentro ainda dói. (Leaveascars)

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