quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Ela estava parada sobre a varanda, analisando os 6 metros que haviam abaixo dela. Será que o estrago seria grande o bastante pra sanar toda a dor que o mundo lhe causara em seus 16 anos de vida bem fodidos? Ela queria ter um marlboro, bebidas ou um bom rivotril ali do lado pra melhorar o que andava sentindo, se ajoelhou, ainda pensando no que fazer e olhou as marcas em seus braços, sorriu de modo idiota. Antes defendia quem se cortava por não ter coragem de admitir que o ato era seu maior refugio, depois de um tempo assumiu descaradamente, mandando todo mundo pra puta que o pariu e então caiu em si, aquele ato podia até ser confortável para ela, mas era inútil. Era como cortar o dedo fora pra distrair da dor da picada da abelha. Ela continuou sorrindo enquanto a primeira lagrima rolou e rachou sua máscara. Viver não era uma opção e sim uma obrigação, na fraqueza de estar sozinha ela se atreveu a olhar pro céu e perceber que estrelas não são mais comuns hoje em dia, porém, uma ainda brilhava mesmo que meio apagada. Então se a estrela podia sozinha, porque ela não poderia?
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