Ela tenta disfarçar, mas ela sabe o que tem se tornado. A personificação da frieza, talvez. Um coração petrificado, o mesmo que ela tenta ocultar através de um sorriso inexpressivo esboçado no rosto. Irresoluta com a vida, a menina tenta juntar cada gota de felicidade que decorre pelo meio do caminho, até um ponto que as gotas possam se tornar tangíveis, e principalmente consistentes o suficiente para inibir as ondas de confusões e dores presentes em seu interior. Ela já não se importa, caso não seja possível extrair completamente sua deterioração interna. Ela apenas anseia pelo mínimo. Não importa se esse mínimo for algo cândido, ou até mesmo tênue. Ela sabe que esse mínimo, poderá ser remoto, porém momentaneamente será satisfatório por fazê-la sentir aquilo que até então, ainda é um nada.
BrunaGurge

Esse texto foi escrito por mim. Bruna Gurgel e eu quero meus devidos créditos.
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