terça-feira, 31 de janeiro de 2012
“E que você sinta vontade de precisar de mim. Mas não só quando houver necessidade, que você sinta isso mesmo tendo passado um dia inteiro comigo, que não veja e nem sinta as horas passando quando estiver ao meu lado, e que nunca seja o suficiente o tempo que passarmos juntos, que você sempre sinta vontade de mais, mais e mais.”
Eu queria que me amasse da mesma forma que te amo, na mesma intensidade, queria que sempre que o meu celular vibrasse fosse uma mensagem sua. Queria que sentisse minha falta e viesse atrás me pedindo pra voltar, queria que deixasse o orgulho de lado, por mim, por nós. Queria que as coisas fossem mais fáceis, não dadas de bandeja, eu só queria que a vida facilitasse um pouco pra nós, queria que as coisas não me atingissem tanto, não com tanta força, queria que a dor amenizasse, que a vontade de você sumisse, mas nada, nada disso acontece, nada disso funciona comigo, na verdade nada dá certo, até as coisas ruins costumam falhar comigo.
Quando nós casarmos eu quero uma cama bem grande e fofa, uma televisão grande pra quando formos assistir filmes juntas debaixo das cobertas, um espelho grande no banheiro pra dividirmos enquanto conversamos sobre qualquer assunto, uma mesa grande pra caber toda a nossa família. Quando nós casarmos eu quero esperar por você impaciente enquanto faço a janta, quero te dar um abraço apertado quando te ver chegar em casa, quero ouvir enquanto comemos que a minha comida é quase tão boa quanto da tua avó. Quando nós casarmos eu quero te fazer carinho enquanto dorme, quero dormir sentindo suas mãos em mim e tua respiração quente no meu pescoço, quero perder o sono no meio da noite e sorrir ao te ver do meu lado, quero te acordar de madrugada e dizer que preciso beber água, mas que tenho medo de escuro só pra você me acompanhar. Quando nós casarmos eu quero brigar contigo e depois resolver na cama, quero rir o mais alto que puder enquanto você me faz cócegas, quero dividir um pote de sorvete contigo, quero discutir quanto as cores das almofadas, quero reclamar todas as quartas-feiras que você não me dá atenção por conta do jogo, quero brigar contigo por conta das toalhas molhadas em cima da cama, e quero te encher de beijos o tempo inteiro enquanto digo repetidas vezes o quanto sou louca por você.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Meus amigos me adoram. Mas será que eles sabem que se eu estou morrendo de rir agora, mas daqui a pouco vou morrer de chorar? É isso 24 horas. E eu, mais uma vez, olho para o lado morrendo de saudade dessa coisa que eu não sei o que é. (…) A cada semana sem dor que eu pulo, pareço acumular uma vida de dor. Preciso parar, preciso esperar. Mas a solidão dói e eu sigo inventando personagens. Odeio minha fraqueza em me enganar. (…) É tudo pela metade, ao menos a minha fantasia é por inteiro… enquanto dura. No final bruto, seco e silencioso é sempre isso mesmo, eu aqui meio querendo chorar, meio querendo mentir sobre a vida até acreditar. E aí eu deito e penso em coisas bonitinhas. E quando vou ver, já dormi.
“… tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista, elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.”
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Mesmo que a gente não fique juntas pra sempre. Mesmo que acabe semana que vem. Nunca destrua o meu carinho por você. Nunca esfrie o calorzinho que aparece dentro de mim quando você liga, sorri ou aparece no olho mágico da minha porta. Mesmo que você apareça na porta de outras mulheres depois de me deixar. Me deixe um dia, se quiser. Mas me deixe te amando. É só o que eu peço.
Mas não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia, ela pára e pede, preciso tanto tanto tanto, cara, eles não me permitiram ser a coisa boa que eu era.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Eu estou apaixonada por você e não tenho como lutar contra isso. Você quebrou todas as barreiras de proteção dentro de mim, e eu não vou lutar para lhe expulsar. Ao seu lado, eu posso ser eu mesma, sem precisar me esconder atrás de uma imagem de rebelde, de fria; com você eu sou livre. Eu não quero lutar contra esse sentimento, simplesmente não posso, não tenho forças para isso. Seu cheiro, sua voz me persegue por onde eu vá, e toda vez que penso em ir embora, volto para você, porque não existe dia se não houver seu sorriso. Eu sou egoísta demais em lhe querer somente para mim, mesmo sabendo que não sou tudo que merece, mas farei de tudo para ser o melhor. Não há uma gota em mim que corra para outra direção que não seja seu oceano, minha db. Eu não sei se isso é amor, mas seja o que for, é forte o suficiente para me tornar apenas sua.
“Parei de me importar com o que os outros vão pensar, preferi parecer a fria do bairro do que a menina do coração despedaçado, ou qualquer coisa parecida. É que as pessoas não entendem que mesmo eu sendo fechada, quieta, fria, isso não significa que sou forte. Porra, eu sou fraca pra caralho. Eu não aguento dar um tchau por ter medo da pessoa não voltar no dia seguinte, porque na maioria das vezes, as pessoas não voltam. Mas nós demoramos pra entender que elas estão ótimas sem a gente, se não elas voltariam, certo? Talvez (…) Sei lá, lembrar delas não mata, eu acho. Só dói, só isso sabe? A gente acaba aprendendo a viver com a dor. Já ouvi pessoas dizendo que não queriam sentir, só que isso é a maior perda de tempo, acredite em mim. Não sentir pode parecer uma boa coisa, mas deixa um certo vazio dentro da gente, sabe? Ao menos dentro de mim deixou, acabei ficando mais vazia do que antes.”
Às vezes a gente vai-se fechando dentro da própria cabeça, e tudo começa a parecer muito mais difícil do que realmente é. Eu acho que a gente não deve perder a curiosidade pelas coisas: há muitos lugares para serem vistos, muitas pessoas para serem conhecidas. Tudo isso estimula a gente, clareia a cabeça, refresca. Por que não?
Mandei uma carta para o amor. Nela me escrevi, me entreguei. Todos os meus segredos e mais profundos sentimentos ali eu tive a audacia de rabiscar. Infelizmente não recebi resposta. até hoje aguardo, sentada em meu sofá aconchegante. Prefiro imaginar que o correio perdeu minha carta, do que o simples o fato do abandono. Afinal, uma pitada de ilusão faz parte da receita.
Odeio gente falando de mim a todo tempo. Contando histórias como se soubessem mais da minha vida do que eu. Odeio ter que bancar a boazinha e fingir que não vejo nada do que estão fazendo comigo. Odeio ter que ficar calada, enquanto saem me ofendendo por ai. Odeio ir tirar satisfações e as pessoas se acovardarem. Odeio estar certa, e ser apontada como a errada. Odeio ser dona de acusações de pessoas tão culpadas quanto eu. Odeio não ter o direito de me expressar e de não falar o que eu sinto. Odeio gente sínica que se finge de amigo e te apunhala pelas costas. Odeio gostar de certas pessoas, e elas não me respeitarem nem um pouco. Odeio quando falam uma coisa comigo, e dizem o oposto pra outras pessoas. Odeio tanta gente, tanta coisa, que vou acabar explodindo a qualquer momento.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Encho a cara sozinha aos sábados esperando o telefone tocar, e nunca toca. Sofro horrores mas
continua tudo bem, sempre inventando histórias com final feliz. Tenho medo de já ter perdido
muito tempo. Tenho medo que seja cada vez mais difícil. Tenho medo de endurecer, de me
fechar, de me encarapaçar dentro de uma solidão – escudo. E à noite eu ainda te espero,
mesmo quando sei que você não virá, só para ter saudade.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Cansei. De estar sempre no mesmo lugar, com as mesmas pessoas e seus jeitos fúteis de ver a vida. Cansei de aceitar tudo que me é imposto, as mesmas regras e valores. De viver esperando o momento certo para abrir a boca, e o coração. Cansei dessas coisas antigas, presas a mim, que me impedem de prosseguir. Cansei da falta de amor, de criatividade, de compaixão. Cansei da mesmice e do desapego difícil. Da distância e da hipocrisia. Cansei do mundo. Cansei de mim. Cansei de você.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
“Me peguei pensando em você, na gente. Foi estranho, porque eu nunca tinha percebido que faço isso constantemente, por exemplo: se ouço aquela música, lembro de você. E dói. Dor aguda que parece que nunca irá sanar, mas no mesmo instante lembro que “nesse ano novo, eu quero menos lágrimas”. Paro, penso e finalmente percebo que sempre dependeu de mim, esse vício, essa vontade de você. Quando lembro que nunca tive coragem de dizer o quanto eu te amo, penso que todo o medo foi inútil, porque você se tornou a minha vida, mais do que eu mesma. Como se fosse uma necessidade te cuidar. E que não vai mudar se eu não te arrancar daqui. Esse ano, ou eu te tenho para sempre, ou vou te arrancar daqui.”
“E apesar de rir e fingir que não me importo, eu me importo sim. Tem dias que gostaria de ser diferente, mas isso é impossível. Estou presa ao caráter com qual nasci, e mesmo assim tenho certeza de que não sou má pessoa. Faço o máximo para agradar a todos, mais do que eles suspeitariam num milhão de anos.”
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
“A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não.”
“Se o homem realmente gosta, ele vai até o inferno por você. Ele vai sim, e ainda abraça o capeta se for preciso. Sabe por quê? Porque homens são previsíveis, se eles querem eles querem, se não querem, não querem. A raça dos homens não é complexa igual a nós mulheres, que sempre temos dúvidas, que sempre analisamos, pensamos, colocamos mil problemas e tal. Homem é tudo igual. Eu sei é clichê, mas é a mais pura verdade. Quando o cara quer, não tem distância, problemas, família, trabalho, tempo, futebol, estudo, mãe, unha encravada, barba por fazer, celular sem bateria, chuva, temporal, falta de dinheiro que o impeça de estar com você. É simples. É a realidade.”
“Tenho desistido da ideia de eterna felicidade. Desisti. Os momentos que a gente chama de bons momentos só são chamados assim porque existem também aqueles que queremos esquecer. Bons momentos são bombas de endorfina que amolecem os espinhos que nos insistem em perfurar as partes onde nossa pele é mais fina. E essas partes são muitas, principalmente quando estamos despidos de armadura (sempre?). Tendo isso em mente, faço o que está ao meu alcance para que esses momentos sejam numerosos, visto que eles jamais são duradouros. Endorfina vicia.”
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