segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Porque eu tô ainda muito inseguro de mim mesmo, e não acreditando absolutamente que alguém possa me curtir bem assim como eu sou. Eu não tenho quase experiência dessas transações, me enrolo todo, faço tudo errado — acabo me sentindo confuso. Tudo isso é tão íntimo, e eu já estou tão desacostumado de me contar inteiramente a alguém, tão desacreditando na capacidade de compreensão do outro, sei lá, não é nada disso, sabe? Conviver é difícil — as pessoas são dificeis — viver é difícil.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Eu não tenho sangue de barata. Pode não parecer, mas eu tenho um coração e também tenho sentimentos. Eu me sinto triste também. Eu choro, viu? Eu sinto. Sou humanamente frágil. As coisas me magoam fácilmente. Eu sofro como todo mundo. Mas estive pensando e cheguei á seguinte conclusão: As pessoas pensam que eu sou um saco de pancadas, um robô ou algo desse tipo.
Sobra tanta falta de paciência que me desespero, sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo, sobram tantos medos que nem me protejo mais, sobra tanto espaço dentro do abraço, falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo.
E quando palavras não são o suficiente, como se não houvesse nada a ser dito? Um silêncio que está prestes a surgir, uma sensação de sufoco da qual você queira escapar. Talvez um medo surgindo do qual você deve abater, e não deixar que ele tome conta. Um nó na garganta que prende o grito silencioso, que só você pode escutar. E então ela só tem a vontade de correr, e fugir do tal sufoco que nenhuma palavra pode preencher o vazio… Ouve-se passos ecoados em outra sala, em outra direção, mas passos firmes que rastejam freneticamente, se tornando mais alto ao passar dos segundos. O encarando, ela olha perplexa e então vira-se a um baque estrondoso que vinha dos fundos. Parada, fria, pasma, vira-se e foge, sem nenhuma palavra dita.
Dá vontade de escrever carta, dizendo coisas que as pessoas não dizem mais, porque seriam coisas que só se dizem por carta, não por telefone, e ninguém escreve mais carta, só telefona, e portanto há coisas que não são mais ditas entre as pessoas. Que coisas, não sei ao certo. Que hoje não consigo quase nada, além de pensar vadio. Isso, aquilo: perdoe.
E ninguém, mas ninguém percebia que a sua raiva era um amor muito bem disfarçado, para que ninguém risse, para que ninguém o olhasse surpreso com a grandeza de seu coração.

Clarisse mais uma vez está trancada no banheiro de seu quarto, uma hora sentada. Ela está tentando chorar, mas não consegue. Logo ela que sempre chorou por tudo e pior, por todos. Suas lágrimas secaram, isso deveria ser algo bom, mas Clarisse percebeu que precisava dessas lágrimas correndo em seu rosto para se sentir viva. As coisas só pioram. Clarisse se levantou e decidiu encarar aquele inimigo que a olhava insistentemente de um modo até constrangedor. Se olhou no espelho durante 30 dolorosos segundos, a imagem refletida era tudo que Clarisse sempre temia, alguém morta. Não falo por fora, afinal a pequena sempre soube disfarçar muito bem, estou me referindo ao interior de Clarisse. Pela primeira vez o terrível espelho que tanto torturou a garota, mostrava o que havia por dentro. Logo ela que sempre foi forte, sorridente mas agora não passava de um nada. Clarisse estava perdida e sabia que ninguém se preocuparia em ajudar.

terça-feira, 11 de outubro de 2011


Mas amor, eu te dei meu coração. Era para cuidar como se fosse teu, era para agarrar gentilmente em tuas mãos para não machucar. Mas amor, o que aconteceu? Eu te amo, mas parece tudo tão errado… Tudo tão dolorido e falso. Essas tuas flechas, sejam mentiras, raivas, rancores armazenados dentro de ti, costumam me acertar em cheio, até que o nó se forma e a respiração se esgota. Fácil seria voar, assim como um grão de areia exposto ao vento. Fácil seria ignorar, mas amor, eu me importo demais para isso. Chega a ser errado o quanto eu sinto tua falta, e o quanto eu queria tua presença aqui agora. Deixa eu te abraçar e acabar com estas brigas idiotas e estúpidas que tanto gostamos de viver todos os dias. Deixa eu te mostrar que não tem mais ninguém, nunca teve.
- Eu te amo.
- Mentira.
- Por que não acredita?
- Porque eu vejo que não é verdade.
- E como estás vendo, se não me olhas nos olhos?
- Eu sinto.
- Eu também. Eu te amo.
(silêncio)
E eu, no fundo, te perdoava, te entendia, te amava cada vez mais. Você me mandou embora da sua casa, do seu carro, da sua vida, da memória do seu computador, do seu celular e do seu coração. Você me deletou. E eu fiquei quietinha, te esperando, rezando pra você ver que amor maior não tem.
Eu sou assim, ligada na tomada. Sempre querendo encontrar uma razão pra tudo. Pessoas como eu sofrem mais. Se decepcionam mais. Por outro lado, crescemos. Evoluímos. Amadurecemos. Nada é estático em nossas vidas. Nada é à toa. Tudo ganha uma compreensão, tudo é degrau, tudo eleva.
Fiquei. Você sabe que eu fiquei. E que ficaria até o fim, até o fundo. Que aceitei a queda, que aceitei a morte. Que nessa aceitação, caí. Que nessa queda, morri. Tenho me carregado tão perdido e pesado pelos dias afora. E ninguém vê que estou morto.
Viam o mesmo céu. Respiravam o mesmo ar. Tinham os mesmos amigos. Conviviam diariamente com as mesmas pessoas. Talvez essas fossem as únicas coisas comuns existentes entre eles. Às vezes tinham o mesmo ponto de vista em um determinado assunto. Podiam até rir da mesma piada. Ambos não se conheciam ainda. Talvez fosse amor. Ou talvez não. Não se conheciam para realmente saber a resposta. Ela sempre o observava. Ele, às vezes, percebia. Ela amaria que ele a amasse. Ele adoraria que ela o adorasse. Eles seriam perfeitos juntos, mas, têm medo.
(…) Ou será que tenho? Não sei, não sinto nada. De tanto que sinto tudo, estou minuciosamente abandonada e apática. Deito no escuro e isso me parece ser o máximo de que sou capaz. Não pensar em absolutamente nada é o limite da inteligência que posso chegar agora. 
Nada me afeta, mas tudo sinaliza uma urgência distante. Como quase sofro por não poder nem tocar e nem resolver nada, sofro constante e leve. E isso me parece sem fim. Ainda que o sem fim, nesse caso, não tenho o peso do eterno. Mas apenas porque nada agora tem peso. Estou flutuando de tão leve, mas é embaixo do chão.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011


Por que explicar? Ninguem vai entender! ninguem vai entender o que meu coração esta dizendo. Ninguem ira entender o peso de alguns comentários maldosos fazem em mim. Ninguem vai entender que  a pressão que a sociedade bota em mim, pode acabar me levando a fazer alguma loucura. Acredite, já pensei nisso, e foram por mil e um motivo. Eu não sou uma garota que chora facil, mas quando chora, chora para desabafar tudo que tem no meu coração. Mas para machucar meu coração é bem facil. Não digo que é facil para um garoto magoar meu coração. Ate por que, isso é dificil. Mas meu coração não é so garotos. É… tudo. é familia, é amigos, é coisas, é conhecidos… Então ele se quebra fácil  Ele tenta se recuperar, mas não consegue, se consegue fica com as marcas. Ele é forte, mas não é de ferro. Eu posso estar feliz em um minuto, e no outro estar triste. Eu troco de humor rapidamente por isso. As vezes, tudo que eu preciso é de um abraço de alguem que diga “eu me importo com você. Vai ficar tudo bem”, mas… nada! Ninguem pode ver que é isso que eu preciso. Muitas vezes, quando eu estou totalmente esgotada, quando eu não consigo mais nem soltar um simples sorriso, que seja falso, todos vem e me perguntam “o que aconteceu?” mas não sabem que me perguntar isso me deixa mais mal ainda. Um dia, espero que alguem me entenda.