Como se toda a maquiagem borrada no rosto dela não denunciasse as lagrimas que caíram por ali. Ela chora como se pudesse esquecer o mundo. Mas não esquece, adia. O coração dentro do peito aperta querendo sair, querendo habitar um jardim leve e ser solto. Solto da prisão de ser alguém vivo. Viver dói tanto. Os dias chuvosos sumiram, o sol veio aquecer uma pele morta, uma pele que por falta de toque desejou enrolasse nas cobertas e ficar. Ficar lá para sempre até morrer, e morreu. Hoje ela chora o luto de sua pele, e seu cheiro de terra molhada virou cinzas de um cigarro barato comprado em um bar qualquer. Deixa morrer.

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